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Amanda Moreira, 19 anos,solteira, flamenguista de coração, amo estar ao lado de amigos e sou bastante comunicativa, pretendo me formar em Química pela UFRJ, porém ainda faço esses cursinhos de pré vestibular! (risos) Ah, e é claro amo minha família, não consigo ficar um dia sem ligar para minha mãe enquanto estou no trabalho, já meu pai...esse trabalha comigo! (risos) Minhas irmãs, são minhas jóias, sou a do meio! Ahhh, enfim..amo quem está ao meu lado! ^^

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A Viagem


Dia desses li um livro que comparava a vida com uma viagem de trem. Uma comparação extremamente interessante, quando bem interpretada. Interessante, porque a nossa vida é realmente como uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, de pequenos acidentes pelo caminho, de surpresas agradáveis com alguns embarques e tristes com alguns desembarques...
Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem, encontramos duas pessoas que acreditamos que farão conosco essa viagem até o fim...Nossos PAIS.
Não é verdade. Infelizmente, em alguma estação, eles desembarcam, deixando-nos órfãos de seu carinho, proteção, amor e afeto.
Mas isso não impede que durante a viagem, embarque pessoas interessantes que virão a ser especiais para nós: Nossos amigos, irmãos e amores!
Muitas pessoas tomam esse trem a passeio. Outras fazem a viagem experimentando somente tristezas. E no trem há, também, outras que passam de vagão em vagão, prontas para ajudar quem precisa.
Muitos descem, e deixam saudades eternas. Outros tantos viajam no trem de tal forma que, quando desocupam seus assentos, ninguém percebe. Curioso é considerar que alguns passageiros que não nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes do nosso.
Isso nos obriga a fazer a viagem separados deles. Mas isso não nos impede de, com grande dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegar até eles. O difícil é aceitar-mos que não podemos chegar do seu lado, pois outra pessoa estará ocupando seu lugar.
Essa viagem é assim, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques. Também sabemos que esse trem jamais volta.
Façamos essa viagem da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento com todos, procurando em cada o que tem de melhor, lembrando sempre que em algum momento do trajeto poderão fraquejar, e provavelmente, precisamos entender isso.
Nós mesmos fraquejamos algumas vezes e certamente alguém nos entenderá. O grande mistério é que não sabemos em qual parada iremos descer. E fico pensando: Quando desce desse trem, sentirei saudades? SIM.
Deixar meus filhos viajando sozinhos será muito triste. Separar-me dos amigos que nele fiz, do amor da minha vida, será para mim doloroso.
Mas me agarro na esperança de que, em algum momento estarei na estação principal, e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, que não tinham quando embarcaram. E o que me deixará feliz é saber que de alguma forma, eu colaborei para que essa bagagem tenha crescido e se tornado tão valiosa.
Agora nesse momento, o trem diminuiu a velocidade para embarque e desembarque de pessoas. Minha expectativa aumenta a medida que o trem vai diminuindo sua velocidade.
Quem entrará? Quem sairá? Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem não como a representação da morte, mas também, como término de uma história, de algo que duas ou mais pessoas construíram, e que por motivo inferior, deixaram desmoronar. Fico feliz em perceber que certas pessoas como nós, têm a capacidade de reconstruir para recomeçar. Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver, é tirar o melhor de “todos os passageiros”.
Agradeço muito por você fazer parte da minha viagem, e mesmo que nossos assentos não estejam lado a lado, com certeza os vagões serão os mesmos.

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